quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Nocturnal, A Mãe da Noite


Nocturnal é uma deusa pouco conhecida e é difícil identificá-la para os clérigos mais habilidosos devido aos seus dogmas e sua origem. Diferente de outros deuses ligados a sombras, segredo e a noite Nocturnal prega uma sombra primordial, neutra, onde tanto o bem se oculta quanto o mal. Nocturnal é a patrona de seres que utilizam as sombras e a noite como refugio para seus atos, ela prega o ataque certeiro em seus oponentes vindos de uma surpreendente recém descoberta. 
A igreja de Nocturnal é pequena comparada a qualquer outro deus do panteão, porém é assim que a mãe da noite deseja, suas escolhas de seguidores são sempre inusitadas e acontecem nos momentos mais inesperados. Dizem que a mãe sombria trás para debaixo de seu manto negro aqueles que clamam por ela em silêncio, aqueles que desejam fazer a diferença entre as sombras frias e cortantes. A maioria de seu clero possui níveis de ladino, bardo, ninja e ranger. 
Em questão de relacionamento com outros deuses, Nocturnal possui como inimiga mortal a deusa Shar  que a teve como serva durante muito tempo. Hoje Nocturnal se coloca em posição neutra, ajudando às vezes os deuses bondosos e às vezes os deuses malignos, mas tendo em comum sempre a pitada leal em suas ações. Muitas divindades desconfiam de suas atitudes e outras ainda acreditam que esteja ligada a Shar. 

Dogmas: Um segredo apenas deve ser revelado aos seus companheiros ou aos seus irmãos de fé nunca revelem um segredo pela simples imprudência de fazê-lo. As sombras são suas melhores armas, porém sua pior inimiga, nunca relaxe se achando segura nas sombras, elas a escondem como a todos os outros que sabem como fazê-lo. Traga informações, segredos e vantagens para sua fé. Seja leal em sua palavra e nunca a esqueça, julgue aqueles que se afastaram dessa verdade.


Símbolo: Disco negro contendo um corvo exaltando a lua na cor cinza.
Tendência: Leal e Neutra
Aspectos: Noite, Segredos revelados com sabedoria, Escuridão, Justiça eOrdem.
Domínios: Conhecimento, Ordem e Noite.
Arma Predileta: Adaga de Basilisco ( Doce Noite)




Interlúdio Musical


Tradução de Misty Mountains(Cold)

Montanhas Nebulosas
(John Ronald Reuel Tolkien)

Para além das Montanhas Nebulosas, frias,
Adentrando Cavernas, calabouços cravados,
Devemos partir antes do sol surgir,
Em busca do pálido ouro encantado.

Operavam encantos anões de outrora,
Ao som de martelo qual sino a soar
Na profundeza, onde dorme a incerteza,
Em antros vazios sobre penhascos do mar.

Para o antigo Rei e seu elfo senhor
Criaram tesouros de grã nomeada;
Pedras plasmaram, a luz captaram
Prendendo-a nas gemas do punho da espada.

Em colares de prata eles juntaram
Estrelas floridas, fizeram coroas
De fogo-dragão e no mesmo cordão
Fundiram a luz do sol e da lua.

Para além das Montanhas Nebulosas, frias,
Adentrando Cavernas, calabouços cravados,
Devemos partir antes do sol surgir,
Buscando tesouros há muito esquecidos.

Para seu uso taças foram talhadas
E harpas de ouro. Onde ninguém mora
Jazeram perdidas e suas cantigas
Por homens e elfos não serão ouvidas.

Zumbiram pinheiros sobre a montanha,
Uivaram os ventos em noites azuis.
O fogo vermelho queimava parelho,
As árvores-tochas em fachos de luz.

Tocaram os sinos chovendo no vale,
Erguiam-se pálidos rostos ansiosos;
Irado o dragão feroz se insurgira
Arrasando casas e torres formosas.

Sob a luz da lua fumavam montanhas;
Os anões ouviram a marcha final.
Fugiram do abrigo achando o inimigo
E sob seus pés a morte ao luar.

Para além das Montanhas Nebulosas, frias,
Adentrando Cavernas, calabouços cravados,
Devemos partir antes do sol surgir,
Buscando tesouros há muito esquecidos.


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A Tumba do Rei Gilderoy



Rezam as lendas que quando o continente ainda possuía outro nome e aquelas terras pertenciam a outros reis, um rei criou para si um repouso para onde fugia sempre que sua cabeça não conseguia descanso, no meio de uma floresta densa e povoada ele abriu uma clareira e nela construiu seu palácio. Ninguém conhecia a localização, pois o rei era um mago poderoso e cada trabalhador após concluir o trabalho tinha essa parte da memória extraída e jamais se lembravam de onde haviam conseguido tanto dinheiro. Quando o palácio ficou pronto e ninguém mais estava por perto, o Rei Gilderoy começou a escavar sua tumba, pois um lugar resplandecente seria o repouso quando sua morte chegasse. Durante anos o Rei sempre visitava seu palácio e incluía um corredor em sua tumba, quando conseguiu terminar ele trouxe pequenas partes de seu tesouro para que não ficasse desprovido quando fosse para o mundo dos mortos e sabia que quando morresse talvez nada restasse à sua mulher e suas filhas devido ao caráter de seu filho mais velho que o sucederia no governo. Para aquele santuário ele colocou todos os seus livros, sabia que não valiam tesouro e que tesouro nenhum pagaria por tanto conhecimento, em sua câmara funerária ele colocou seus mais belos itens e seu maior tesouro, porém ele nunca revelou a ninguém o que considerava mais valioso em toda a terra, depositou seus maravilhosos livros em suas estantes, um grimório posicionado à cabeceira da mesa de mármore onde seria depositado seu corpo inerte, nesse grimório o rei escreveu apenas uma magia, depositou algumas joias e o trono de sua família que não era feito de pedras preciosas e ouro, mas que era feito de carvalho antigo, o carvalho do conhecimento.

O Rei Gilderoy esculpiu cada guardião de sua tumba, projetou cada armadilha e criou o feitiço que quando fosse depositado em sua câmara morto, o grimório animaria tudo na tumba permitindo apenas que quem lhe trouxesse saísse com vida.

Quando tudo foi concluído, Gilderoy foi até seu escudeiro, um homem valoroso e leal e contou a ele a localização de sua tumba e ordenou que apenas ele levasse seu corpo para seu descanso eterno, que ele não deveria revelar a ninguém a localização e jamais deveria se apropriar de qualquer tesouro presente lá.

Gilderoy permaneceu como rei durante muitos anos e seu filho, um guerreiro poderoso, ganancioso e ambicioso desejava sua morte com rapidez para assumir seu trono e suas riquezas. Certa vez em que seu pai viajou para seu recôndito palácio o seguiu para saber o que o velho mago estava tramando, surpreendeu-se ao ver que parte de “seu” tesouro havia sido usurpada para aquela construção magnífica e vazia, não havia sequer um lacaio para servir seu pai. Quando seu pai entrou no labirinto sabia que estava sendo seguido, porém foi ainda mais fundo, o príncipe o seguia em silêncio, a espada desembainhada, ninguém desconfiaria se o velho morresse ali e jamais saberiam. O rei sabia que sua hora havia chegado, mas não perdoaria morrer nas mãos de seu próprio filho e usurpador, entrou na câmara principal e deitou-se na lápide fingindo meditar profundamente, o príncipe se aproximou com cuidado e percebendo que o velho caíra em sono profundo penetrou sua lâmina em seu peito, o rei abriu os olhos enquanto o sangue manchava suas vestes e escorria pelo chão, olhou seu filho nos olhos e com lágrimas proferiu a maldição:

“Enquanto não encontrares a morte honrada, seu corpo e sua alma estarão presos à minha tumba. Rei você não será, ficará esquecido nos confins dessa sala até que valorosos venham lhe redimir.”

Quando o rei extinguiu suas forças sobre a lápide o grimório brilhou e as portas da câmara foram seladas e o labirinto ficou animado, o príncipe morreu sozinho e abandonado sentado ao trono de seu pai e com sua coroa na cabeça. Nenhum dos dois fora mais visto e a filha mais velha de Gilderoy assumiu seu trono governando o reino com graça e bondade.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Eco Milenar (Parte I)


Maltha já estava impaciente com a espera, sabia que Olanor e Eloha não eram de se atrasar, principalmente em uma situação como a que iriam enfrentar. Há muito tempo haviam descoberto em uma pesquisa de Guedros sobre os famosos “Magos Imperadores” que dois deles tinham sido aprisionados em seus castelos pela poderosa magia “êxtase Temporal” e que foram designados guardiões. Esses guardiões foram os maiores nomes sagrados de sua época, um deles chamava-se Gerlof e protegia o sepulcro de Dracul de Nibirus, o outro era Isilaran, que protegia o local de descanso de Solomon Sorento. Nesta data o grupo de Maltha pretendia aprisionar o último dos “Magos Imperadores” chamado Giacomo. Um a um foram chegando todos os membros de seu grupo, primeiro chegou o casal de humanos mais estranho que ela já vira, a extravagante Walléria Asfin, que possuía habilidades druídicas e Martin que levava consigo a palavra do poderoso deus do Heroísmo. Logo depois chegou Nírnila, uma drow ranger de modos pouco convidativos, mas uma ótima Companhia para taberna. Alguns minutos se passaram e eles já tinham acendido uma fogueira e estavam beliscando alguns petiscos quando Guedros, um gnomo mago especialista em abjurações e conjurações entrou esbaforido e cheio de anotações, em seguida vinha Zorg, um meio-orc bárbaro de sabedoria duvidosa e bom coração. Rick, um humano mago bem calado e Ectrius também humano só que ladino. Finalmente Eloha uma drow guerreira e Olanor um elfo clérigo se juntaram ao grupo. Todos sabiam bem o que iam fazer e quando a jornada começou estavam tensos e receosos do pior. Enquanto Giacomo se defendia da investida patética de dois reinos que estavam sendo tomados por ele, o nosso grupo entrou furtivamente pelo flanco localizado no litoral e conseguiu alcançar os portões divinos. Nestes portões estavam presos Dragomir e Ilanna. Logo Guedros colocou seu plano em prática e com ajuda do poderoso Feänor conseguimos retirar Ilanna de seu cárcere e substituí-la por Feänor, que havia se oferecido.  Muitas foram as batalhas subseqüentes e vinganças e Glória andaram de mãos dadas aquele dia até que chegamos ao templo da deusa das estrelas onde nossa resgatada Ilanna Começou a realizar o ritual de despertar faíscas. Não vou entrar em detalhes de como fomos interrompidos e como Giacomo mandou Venedra corromper o ritual de forma eficaz. No fim, apenas poucos de nós conseguiram os poderes que procuravam, mas não deixamos que isso nos abatesse. Marchamos com todos os nossos aliados contra a poderosa e macabra fortaleza dos céus e lá derrotamos todas as aberrações criadas pelo antigo Imperador. Com ajuda de Ilanna prendemos todos em Extase temporal, inclusive Giacomo. Nesta batalha muitos morreram, outros se perderam e eu, simplesmente observei de longe. O mundo estava um caos, a ilha divina de Giacomo estava desgovernada e todos previam uma catástrofe. Sem Ilanna para nos orientar, pois ficou de guardiã no túmulo de Giacomo e nem Melkor que desapareceu por algum de seus motivos nós estamos à deriva e incompletos.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O Que eu penso quando ninguém pode me ver



Oghua parece distante agora. Mesmo que eu sinta o cheiro das flores e da limpeza, dos aromas característicos. Mesmo que eu escute o som dos ferreiros forjando suas katanas e me lembre perfeitamente dos movimentos sincronizados dos treinamentos nos pátios. Oghua parece uma lembrança que não existe mais.
Minha irmã parece ter esperanças ainda, pelo que vejo. Isso é bom. De nós ela foi sempre a mais ingênua. Ou será mais sábia?
Vejo a cada dia nesses rostos que aprendi a respeitar e confiar um fio de esperança de rever minha casa, meu jardim e meu reino. Mas em cada desafio que enfrentamos, sinto que isso se torna distante. Será que Oghua já foi minha um dia? Ou será que meu destino é fazer com que seja?
Meu pai, o poderoso Yamato Misuki está junto dos ancestrais de nossa família agora. Minha mãe, Ayumi, ou seria Maltha? Simplesmente não é mais quem eu conheci ha alguns anos, ou talvez sempre tenha sido ela mesma e eu nunca percebi. Ela agora é uma ameaça, pois foi capaz de matar o homem com quem construiu nossa família, logo, destruiu essa mesma família no processo. Será que ela seria capaz de matar a mim e minha irmã com a mesma frieza? Será que ela teve motivos e o vilão nesta historia toda é o velho e inflexível samurai? Será que um dia, eu e minha irmã teremos que batalhar contra a outra até a morte, cada uma defendendo um dos lados da moeda?
Hoje eu sigo para o norte, disposta a encontrar algo que não faço a menor ideia do que seja. Buscando um mestre a quem servir sem nem saber quem é. Isso soa estranho não? Será mesmo que preciso servir alguém? Será que os ideais de meu pai foram assim tão errados?
Minha irmã pensa em morrer por isso, no fundo eu sei. Meu treinamento e minha filosofia são um tanto mais elásticos, mas mesmo assim sinto tristeza por isso. Lembrar que meu pai dedicou tantos anos, senão todos, á defesa de um ideal e morreu pelas mãos da mulher que um dia amou é uma adaga que fere meu coração, dia após dia.Lembrar dos dias alegres e tranquilos da companhia de pantomimeiros onde aprendi a ser uma guerreira das sombras, lembrar do sorriso de minha mãe e de tudo que ela me ensinou. Será que ela chorou? Será que ela não se lembrou do primeiro beijo que deu em meu pai, da noite onde eu e minha irmã fomos concebidas? Será que ela se lembrou disso depois de tirar a vida dele?
Como uma ninja, aprendi a ser fria, calculista e precisa. Por mais que todo esse dilema venha interferindo muito em tudo, minha pontaria, minha precisão, minha calma e paciência com os mecanismos. Isso precisa parar e é hora de traçar uma estratégia.
Nunca cogitei pedir ajuda aos espíritos, ou deuses, seja lá o que forem. Mas vejo o fervor e o sorriso da Paladina quando a espada dela rasga inimigos ao meio, e a determinação do Privilegiado quando ele salva nossas vidas. Será que não foi isso que nos faltou? Será que meu pai, em sua arrogância ignorou os deuses e os espíritos dos ancestrais que tanto nos amam? Será que esses mesmos deuses estão guiando minha mãe e guiaram sua lâmina contra meu pai? Acho que até mesmo o mago mudo tem alguma fé em suas crenças. Talvez isso me falte. Talvez isso falte a Oghua.
Procurarei então, nos espíritos a sabedoria para lidar com os vivos. Talvez eles guiem minha lâmina para o lugar certo, e talvez eu possa cumprir minha missão enfim, assim que descobrir qual é.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Diferente ou Diferenciado?



Para muitos, o ato de falar é tão prazeroso quanto um orgasmo e tão rotineiro como respirar, mas para mim é muito mais que isso. Aprendi desde criança a duras penas o peso que pode ter uma palavra mal falada, dita num momento errado ou ate mesmo para a pessoa errada. Ja na adolescencia comecei a perceber a magia escondida nas entrelinhas das mesmas.

Nascido em familia humilde e trabalhadora. Mãe camponesa, dedicada à familia, gentil, sempre pronta a ajudar, senhora Cormelinda. Pai militar, orgulhoso em servir nas tropas da cidade, boêmio (para não dizer bêbado enveterado), desleixado com os 3 filhos, nunca chegava sobrio em casa (quando chegava), quase sempre descontava na familia os desmandos de seu capitão (outro desonrado), não raramente eu, meus irmãos ou minha mãe amanheciamos com ematomas, soldado Djar. Na falta de um sobrenome da familia, minha mãe sempre ironizava com muito humor dizendo: “__Sobrenome é coisa de nobre.”

Aprendemos com os anos, que a melhor maneira de evitar ferimentos era ficar calados ou no maximo concordar com suas ideias absurdas de bêbado ate que ele se cansasse e fosse dormir. Coitada de minha mãe que era obrigada a dormir ao lado daquele porco fedido a bebida e meretrizes, isso quando ela conseguia engolir as lagrimas e descançar. Eu ainda me lembro de meus irmãos mais velhos comentando adimirados sobre como eu era falante, espontaneo, alegre e inteligente nos primeiros anos de vida antes de começar a entender a real situação de minha familia.

Tive o privilegio de poder estudar na infancia graças à uma velha senhora caridosa que cedia sua casa para que sua filha ensinasse de graça as crianças dos camponeses. Foi uma epoca maravilhosa, salvo pelos colegas mais velhos que eu que sempre cassoavam de mim por mil motivos. Ora pelo olho roxo e inchado causados por meu pai, ora porque encontravam meu pai dormindo em serviço ou na praça da cidade todo sujo, ora por saber na ponta da lingua os ensinamentos da professora, ora por ser o mais magrelo da turma, ora por não gostar de brincar de “heroi e monstro” com espada e escudo no intervalo. O fato era que eu não podia abrir a boca que alguem começava a cassoar de mim por algum motivo. Isso foi decisivo para minha decisão no futuro.

Minha mãe certa vez, fez economias o mes inteiro para levar a mim e meus irmãos para um circo etinerante que passava pela cidade. Dentre todas as criaturas, os malabaristas e palhaços o que mais me chamou a atenção foi um mimico magico chamado kataplush “o calado”, o ponto alto do espetaculo. Todos o adoraram, todos queriam ser como ele, todos queriam ser ele, inclusive os garotos que sempre cassoavam de mim. Naquele momento eu percebi a importancia do silencio, vi que nos podemos nos comunicar sem usar palavras e que as pessoas prestam melhor atenção no silencio. Aquela podeira ser a solução para varios problemas meus, tanto em casa como na escola... dai por diante eu apenas falava com pessoas que eu admirava. Fazia isso por saber o valor inestimavel de uma palavra, desse modo eu não entregava essa dadiva para quem não a merecia e presentearia os merecedores com ela. Como todos na escola viram minha mudança de falante para silencioso, fizeram a analogia com o mimico magico e para me zoarem mais ainda passaram a me chamar de Bob “o calado”. (basicamente eu so falava com minha mae e minha professora. Não falava com meus irmãos pois eu achava que eles ja eram crescidos e podiam lidar com os desmandos de meu pai)

Os anos foram se passando, meus irmãos cresceram e foram obrigados por meu pai a ingressar nas tropas para terem o mesmo futuro que ele. Como se algum dos meus irmãos desejasse ser igual a ele. Barbossa, o mais velho, sempre foi fascinado pelas armas e se mostrou o mais dedicado. Benedite sempre preferiu caçar e ficar na floresta ao inves de treinar com as armas, porem de tanto apanhar de meu pai aceitou ingressar nas tropas tambem. Eu, Bob, sabia e temia ser o proximo, eu não queria largar os livros. (livros estes que minha professora ganhou de um amante aventureiro que sempre passava por ali e deixava presentes quando vinha visita-la, por ser um otimo aluno ela me deixava ler. Livros sobre arkanismo, magias, magos importantes, ocultismo, algumas culturas e um deles todo dedicado à Mystra).

Uma noite da minha adolescencia, 15 anos se me recordo bem, meu pai chegou em casa apos um dia inteiro na taberna e começou a procurar um motivo para nos atormentar. Meus irmãos estavam em treinamento nessa noite com suas respectivas tropas, somente eu e minha mãe estavamos em casa. Minha mãe arrumava algo para nossa janta, obrigação dela na cabeça dele, então se virou pra mim que ao inves de estar treinando com armas lia um livro (que falava sobre a Deusa Mystra). Aquela cena foi mais do que necessaria para desencadear uma das piores reações que ja vi daquele homem. Como um barbaro em frenesi ele saltou em mim com ponta pes e socos arrancando o livro de minha mão e me jogando ao chão. Esbravejando como se eu fosse um criminoso. Minha mãe ja estava acostumada com xingamentos e tapas, por isso ela demorou a ver que a coisa estava mais seria que a de costume. Ao ver a cena, ela se jogou entre mim e meu pai para impedir a segunda saraivada de golpes... foi a ultima cena que vi antes de desmaiar.

Ao acordar, minutos depois, vi minha mãe ao chão, me olhando com lagrimas nos olhos, esticando sua mão para tentar me alcançar em vão... logo percebo uma poça de sangue... uma espada cravada em sua barriga... uma espada familiar, a espada que meu pai usava... por falar nele, vejo que acaba de sair pela porta, correndo, assustado e cambaleando... no chão proximo à porta esta o livro que antes estava em minhas mãos... me lembro das ultimas cenas que havia lido onde a Deusa mystra punia criminosos usando sua magia... meu coração que ja estava cheio de raiva e odio desejou que aquele crime não ficasse sem punição e pedi ajuda para mystra... nesse momento vi uma grande luz que me forçou a fechar os olhos... mesmo com os olhos fechados vi uma linda criatura que se assemelhava com as descrições de Mystra e uma voz melodiosa dizia baixinho em minha mente:__Que assim seja!... A luz e a voz somem assim que sinto algo tocando minha mão... é minha mãe que apertando minha mão se esforça para conseguir dizer suas ultimas palavras:__Filho, eu te amo. Com muito esforço eu me sento e a seguro em meu colo enquanto ouço seu ultimo suspiro.

Não me lembro muito bem do decorrer daquela noite, muitas pessoas chegando, gritando, pedindo ajuda, correndo pra la e pra ca, me separando de minha mãe. Ao amanhecer meus irmãos aparecem, arrasados, chorando, desesperados. Mais tarde ouço comentarios que o corpo de meu pai foi encontrado na floresta com muitas marcas de cortes e queimaduras... alguns dizem que viram um elemental de fogo destroçando seu corpo, outros dizem que é mentira pois elementais de fogo nunca foram vistos nas redondezas.

Depois dessa tragica ocasião, eu fiquei aos cuidados de minha professora por algum tempo. Barbossa se desligou das tropas por vergonha do que nossa pai havia feito e foi embora com alguns mercenarios, nunca mais ouvi falar dele. Benedite não viu mais motivos para continuar nas tropas e tambem se desligou, preferiu ir viver na floresta pois estava cansado de ter que lidar com humanos, ele preferia os animais por serem muito mais honestos e doceis. Continuei a estudar os livros que minha professora recebia, com o tempo vi que eu precisava de mais que leitura para poder evoluir na profissão que escolhi, quero ser um feiticeiro.

Anos se passaram e chegou minha vez de sair em aventuras e tentar deixar o passado onde esta. Ouvi sobre alguns pergaminhos perdidos e decidi partir em jornada para acha-los e começar minha caminhada. Parti sozinho, mas não demora me vi dentro de um grupo distinto de aventureiros com nobres sentimentos. Não sei ate quando, mas acho que Mystra me trouxe ate eles por algum motivo... assim seguirei.

Eu sou Bob “o calado”, e essa é a minha historia.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Nobre em Fuga


Não sei por onde começar a contar. Tenho certeza que vou ser interpretado de forma patética ou pior. Minha história começa no grande poderoso castelo de Ithillien onde a poderosa Duquesa Dyana Galliard governa de forma sábia e às vezes sem precedentes. Eu e meu irmão nunca podíamos sair muito do castelo, a não ser que estivéssemos com a guarda de minha mãe. Meu pai, Carhil Arballion sempre se mostrou desinteressado de seus próprios filhos, mas quando chegou o momento de nos aventurarmos ou nos unirmos à vida militar, ele nos deu todo o apoio. Eu desde cedo apresentei poderes divinos, o que me fez vir a conhecer os Privilegiados enquanto meu irmão seguiu o caminho de minha mãe e se tornou um feiticeiro. Ambos ingressamos nas tropas de estrela, porém nunca éramos designados para nada que não fosse seguro. Servíamos mais para fazermos pedidos das tropas para seus governantes do que ajudá-los mesmo propriamente dito em combate.  Eu e meu irmão nos cansamos desta vida e então decidimos fazer o que todo nobrezinho revoltado faz quando quer ser livre, arquitetar uma fuga para que assim pudéssemos nos aventurar. Eu havia preparado tudo, porém sem luxos, se íamos ser aventureiros teríamos que começar como os outros. Meu irmão as vésperas da fuga simplesmente desistiu dando a desculpa de que sua mentora era nossa mãe e que pretendia ficar ao seu lado neste momento difícil que é a guerra que está para acontecer. Sozinho e muito bravo com meu irmão realizei a “fuga” do castelo e das redondezas de Ithillien sem problema até que enquanto galopava meu lindo corcel fui pego por algo que ainda não sei explicar. Acordei em uma cela com algumas pessoas estranhas. Fui salvo pela filha do Snaider de Vereerd Yorick Everdeane, sim eu o conheço, pois minha mãe há muitos anos me levou para conhecer o mestre dela, Burkos o Kaptein da casa Uil. Agora estou em uma situação complicada. Muitas são minhas opções, mas pelo que sei minha mãe não vai deixar minha fuga “barata” e logo intervirá em minhas funções. Espero que consigamos sair do território de Ellenamme antes disso e quando eu, Evarion Arballion, voltar para minha amada terra, serei poderoso o bastante para ostentar um dia algum cargo militar igual a meu tio. Só quero ver se o medroso do meu irmão vai conseguir ser Duque lançando apenas mísseis mágicos. (risos)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Anise Mellineir


Eu sou uma das criaturas mais esquisitas que já pisou por Regna, só não sou a mais porque eu tenho uma irmã mais velha. Minha mãe me contava uma história de que nasci no alvorecer de uma noite de eclipse, que a lua brilhou seu último raio antes de se pôr quando era possível ver meu rosto e que o restante do meu corpo só nasceu quando o sol raiou no céu, ela dizia que nessa noite Eilistraee e Lathander me deram dois presentes, a deusa dos drows me concedeu seu belo cabelo e olhos prateados e Lathander me deu a pele branca como a dos elfos, mas ambos me deram o que há de bom nas duas raças. 

Eu cresci em uma grande cidade do reino de Varaess com minha mãe e meu pai, eu cresci sem amigos, pois mesmo um reino guiado por uma divindade boa tinha seus conservadorismos e a criança de um casal tão estranho não era muito bem vinda, mas ninguém jamais expressou isso na frente de meus pais, mas eu também não ligava muito, geralmente correndo arrastando um galho entre as pernas fazendo barulhos de cavalo e atirando as pequenas flechas com um arco em frutas e coisas penduradas nos varais e nas janelas.
Quando fiquei moça ajudava minha mãe nas tarefas domésticas, mas geralmente estava enfiada dentro do templo de Lathander ajudando meu pai. Eu sou a caçula de uma família de quatro irmãos, um elfo, uma drow, uma esquisita e eu, outra esquisita. Acho que até hoje se alguém me perguntar que raça eu sou eu não saberei responder.
Bom, eu cresci vendo minha mãe uma poderosa membro da Ordem do Arco e meu pai, um glorioso clérigo de Lathander viverem suas vidas pacatas, minha mãe diz que se cansou das aventuras, mas sempre dizia que chegaria minha hora e que eu deveria me preparar para seguir viagem.
Certo dia eu tive um sonho esquisito, eu estava deitada em um gramado macio, coberto pelo orvalho da madrugada, eu estava olhando para o céu e podia ver as estrelas e podia ver que estava começando amanhecer, na parte mais escura do céu eu pude ver muitos corvos trazendo uma tempestade muito negra, nesse momento um único raio de sol brilhou no céu do leste e um celestial parou de frente para a tempestade, os cabelos dourados e olhos prateados, ele me sorria de forma meiga e estava montado em um cavalo que cintilava como uma estrela, ele tinha uma espada desembainhada e apontava para a tempestade e falou na língua dos anjos que eu precisava combater a escuridão que se levantava, depois disso ele gritou para o cavalo e se ergueram no céu se juntando às estrelas, em seguida acordei e sabia que Lathander me queria em suas fileiras.
No dia seguinte fui até o templo e comecei meus ensinamentos como Paladina, minha mãe sorriu dizendo que era magnífico, mas no fundo ela ficou com muita raiva e eu nem sei o por quê, meu pai adorou e agora está contando para todo mundo que me tornei uma campeã de Lathander.
Agora estou eu, me preparando para viajar em busca dessa escuridão que se ergue para combatê-la com a luz do sol de Lathander.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O Castelo de Aikenvortell


Situado na região nordeste de Vereerd, o Castelo de Aikenvortell é a casa da Família Everdeane desde os tempos da queda de Luchsos. O Fundador da família foi quem ergueu a muralha em volta de uma velha casa de pedra, na época atacada por inúmeros inimigos, mas que resistiu bravamente. A despeito das lendas, ora confirmadas com veemência, ora desacreditadas com desdém, sabe-se que o Grande Carvalho foi a origem de tudo. E que teve três gerações antes da atual árvore, que já está de pé no pátio principal do castelo ha mais de um século.
As Lendas contam que Horen Everdeane, o primeiro da linhagem de Sneiders leais á Távola dos kaptein de Gerlof, recebeu os kapteins em sua casa e os abrigou de uma tempestade de neve que durou uma semana e que se não fosse sua ajuda, todos os conselheiros teriam morrido a caminho do castelo de DraakHauss e Vereerd teria seu fim naquele dia. Como recompensa, o Rei deu a ele dinheiro e terras ao sul, perto de DraakHauss e disse que se ele quisesse poderia deixar aquela terra árida e perigosa e se juntar aos cavaleiros.
A região onde o castelo de Aikenvortell foi construído era árida e castigada pelas geadas e tempestades, nada crescia na região a não ser o mal. Conta-se que Horen enterrou sua esposa e filhos depois de um inverno impiedoso e iria sair das terras que ocupara e aceitar de bom grado o presente do Rei, mas estava impossibilitado de avançar diante de uma marcha crescente de um bando de ladrões, mercenários e bandidos viajantes, que em breve deixariam a terra, já árida ainda mais desolada, e com certeza, o matariam.
Horen então resolveu erguer um monte de pequenas pedras no formato de um simples altar para Tyr, e pediu que ele desse sua sabedoria e iluminação. Ele tinha dúvidas. Fugir por outro caminho, abandonar a casa e a terra que herdara e onde viveram seus ancestrais para aceitar o prêmio do Rei, ou ficar e defender seu berço com sangue?
Sem resposta aparente, Horen pegou sua antiga espada e vestiu a armadura. Se iria morrer, que fosse de espada em punho. Foi neste momento que o Deus se manifestou e Horen se sentiu capaz de enfrentar a ameaça. Imbuído de poder divino, Horen matou cada um dos bandidos com sua espada e percebeu que sua decisão foi a resposta ao chamado de Tyr, a resposta que ele esperava. Desde esse dia ele resolveu que iria levar a palavra de Tyr por toda a Vereerd e se tornou um paladino.
Horen, o santo, como ficou conhecido anos depois, se preparava para deixar sua pequena casa de pedra, quando observou um pequeno ramo verde, de raízes finas que tremulava e lutava desesperadamente contra a neve e os ventos para se manter de pé. A planta havia nascido no local exato onde estavam sepultados os corpos de sua amada esposa e filhos.
O Fundador da família Everdeane então entendeu o que deveria fazer. Ele cercou o pequeno ramo de proteção, regou e adubou a planta, e só então partiu para DraakHauss. Prometendo e jurando pela alma de seus ancestrais que voltaria.
Anos mais tarde, já com uma nova esposa e uma nova família, Horen retornou ao árido local de onde saiu. Encontrou no lugar da velha planta um gigantesco Carvalho, o maior de toda Vereerd, a árvore cresceu tanto que seus galhos formaram um escudo natural, que deixou a casa protegida do tempo e do desgaste.
Foi então que com seus recursos o velho e moribundo cavaleiro ergueu o Castelo de Aikenvortell, que significa "Raizes de Carvalho". Ele ordenou que toda sua riqueza e conquistas fossem trazidas do sul e os usou para construir um belo castelo, das bases da velha casa. Ali ele viveu o resto de sua vida ao lado da família e treinou seus filhos como cavaleiros valorosos. Ergueu um pequeno templo a Tyr no mesmo lugar onde o altar fora feito e com o tempo aprimorou o complexo até que se tornasse a imponente casa dos Everdeane de hoje.
Já no fim da vida, Horen entendeu que ao cumprir seu dever naquele dia, ele estava fazendo a coisa certa e que sua recompensa foi dada pelos deuses na forma de uma família forte como o carvalho que ensinara a ele a lição. Foi aos pés do Carvalho que uma lápide foi erguida quando Horen, o santo se foi, com suas ultimas palavras: "Aquele que cumpre seu dever, nunca tem dúvidas”.

sábado, 20 de outubro de 2012

Gigantes Despertos (Parte III)



Estavam os dois ali, um de frente para o outro, Dracul de Nibirus se move cautelosamente, mas sem demonstrar nenhum sinal de medo até uma velha cadeira que parece suportar seu peso e assenta vagarosamente sem tirar os olhos de Solomon Sorento, que já estava sentado e ingerindo boas quantidades de vinho, este com a expressão debochada de sempre, como se nada nem ninguém no mundo pudesse atingi-lo. Era inevitável que lembrassem do passado, mas começaram imediatamente a discutir sobre o que vieram fazer.

Solomon: -“Ora, se não é o traidor, o famoso caveirinha. Espero que tenha vindo com mais disposição e tempo do que foi quando estava de frente diante dos servos do falecido Pelor.”

Dracul:- “Cuidado com suas palavras chupador de chifre, não estou com paciência para suas irreverências e tampouco disposto a escutar de um traidor que eu mesmo seja um traidor. Quanto aos servos e paladinos do radiante, não só em minha porta bateu um deles.”

O silêncio imperou no lugar durante alguns instantes.

Dracul:- “Ele nos levou a isso, ele nos impeliu a lutarmos enquanto armava em nossas costas, mas fomos nós que o fizemos, nós que nos atacamos. Maldito Shinn, ele com seus conselhos destruiu uma aliança de séculos e tomou tudo que tínhamos.”

Solomon:- “Ainda se escondendo atrás de Giacomo? Ele se foi, nem nosso ritual profano se mostrou infalível no final. Os servos de Pelor jamais imaginariam que uma semideusa pura de coração iria se macular e corromper para levar com sigo aos reinos da morte permanentemente um de nós.”

Dracul:- “Com ela, a vadia levou um terço do nosso segredo. Eu venho tentando reproduzir o ritual há tempos e falho todas as vezes. Maldito seja Shinn, deixar uma semideusazinha levá-lo para o além túmulo de forma que nem eu consiga me comunicar com ele.”

Solomon:- “Vamos parar de falar do passado Dracul, vamos ao que nos interessa neste momento. A poderosa coroa de Luchsos está comigo, assim como seu portador. O que faremos a respeito?”

Enquanto diz as palavras, Solomon roda a coroa em sua mão como se fosse algo sem valor e inútil.

Dracul:- “Simples, você me dá a coroa e pode ficar com o portador, troca justa, a menos que queira sentir minha fúria.”

Dracul lança um olhar sinistro para Solomon que nem se incomoda.

Solomon: -“ Não é assim que as coisas funcionam comigo caveirinha. Eu lhe dou a coroa, mas em troca eu quero que retraia sua maldita investida a todos os reinos que lhe cercam durante todo um ano.”
Dracul fica pensativo, não era de seu estilo recuar em batalha ou em qualquer investida, porém aquela coroa lhe daria algo que possuía no passado e não o tinha mais.

Dracul:-“ Eu aceito, mas com a condição que não poderá mais influenciar os reinos ao seu norte direta ou indiretamente durante dois anos."

Solomon:-“Eu aceito. Agora, façamos o pacto inquebrável e não demoremos mais a nos retirar da presença um do outro.”

Assim eles prosseguiram com o feitiço de Pacto desenvolvido a mais de dois milhares de anos pelo companheiro morto. Agora, estavam tratados e obrigados a cumprir a promessa. Solomon entregou a coroa e o usuário que agora não tinha mais valor algum para ele enquanto dracul chamou Kath-lanna, uma das quatro vampiras da carruagem e lhe deu as instruções de recuar todas as tropas para o refúgio e esperarem por ordens dele. O necromante foi o primeiro a sair deixando para traz Solomon com cara de satisfeito, quando Dracul já havia ido embora com sua carruagem um ultimo comentário para ninguém foi dado pelo mago.

 –“ Seu orgulho, seu excesso de confiança e sua megalomania sempre foram suas fraquezas, Dracul de Nibirus.”

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Gigantes Despertos (Parte II)


A noite cai em Deltha, as maldições jogadas em seu solo se erguem com força inimagináveis. Dracul de Nibirus está em sua confortável carruagem junto de suas belas vampiras, estas beldades são suas amantes e também quatro de seus melhores soldados, sua guarda pessoal. A carruagem não é guiada por nenhum cocheiro, mas pelas ordens mentais do próprio necromante aos cavalos demoníacos chamados de pesadelo, seis deles o levam para seu destino com as crinas e olhos em chamas causando reflexos pavorosos no branco da madeira da carruagem e no brasão metálico da família real de Nibirus. Olhando para fora Dracul conseguia ver como toda aquela terra mudou com guerras e catástrofes além de governantes idiotas que tinham maltratado seu amado reino que por direito apenas pertencia a ele. Se lembrou de como procurou aquilo que havia lhe sido roubado e de como o destino estava lhe pregando outra peça jogando na mão de seu antigo aliado e inimigo, Solomon Sorento. Dracul não tinha medo em seu coração, apenas ódio profundo e estratagemas bem definidos que alias já haviam começado a surtir efeito. Sua névoa dos mortos estava expandida o suficiente para atrair a atenção de todos aqueles que ele desejava e suas atenções já estavam voltadas para ele. A destruição, a morte e revitalização de seus soldados por onde passava a névoa era inevitável, os paladinos caiam em desgraça ou nos braços da morte diante do mal que lhes perseguia, as terras mais uma vez expurgavam seus cadáveres para que caminhassem levando a justiça dos mortos por onde quer que fossem, enfim, esta era sua marca, a marca da destruição de todos aqueles que não lhe servissem, e este era o aviso. Logo a veloz carruagem chegou a estalagem em ruínas, o palco de mais uma intriga entre Solomon e ele, claro, escolhido cuidadosamente pelo mago velho e louco. Dracul saiu em sua armadura prateada com símbolos da mais pura necromancia, sua espada era uma montante de ossos cuja lâmina, seu troféu mais precioso, a presa do devorador de mundos. Dracul caminha para dentro da ruína com apenas um intuito, pegar o que lhe pertence. Hoje, novamente dois gigantes estarão de frente um para o outro e o resultado deste encontro guiará o rumo da guerra em Regna.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Gigantes Despertos (Parte I)


Solomon Sorento caminhava lentamente pelas terras de Deltha após sua nova aquisição, a Coroa demoníaca de Luchsos. Todos a conheciam por este nome e por muito tempo ela ficou desaparecida, afinal, os cavaleiros a esconderam de forma eficaz. Os deuses são engraçados, deram a oportunidade a ele de levar a coroa consigo e com ela, destruir e corromper algum reino. Junto a Solomon, caminha o antigo rei, que agora está hipnotizado por uma magia singular, chamada Tarefa/Missão, sua missão, dada pelo próprio Solomon é no mínimo divertida, afinal, o homem não tem poder nenhum sem a coroa e entregar-lhe a coroa significaria retirar-lhe automaticamente do efeito da magia. Gerlof, o cavaleiro apenas teve trabalho em banir este homem fraco por causa do artefato que lhe dava poder o suficiente para fazer feiticeiros poderosos tremerem de medo. As estradas estavam ficando cada vez mais frias, as vilas em volta cada vez mais destruídas devido as hordas de mortos vivos que Dracul espalhava inconseqüentemente pelo reino, Solomon conta com a força do reino dos justos para que Dracul não obtenha sucesso, gostava de lembrar de como ele, Dracul de Nibirus e Giacomo, na época conhecido pelo seu verdadeiro nome, Shinn, eram invencíveis unidos, mas no caminho negro não existem alianças que não devem ser quebradas, e logo Dracul estava cobiçando a terra dos outros dois aliados... velha história. Há dias não lhe saia da cabeça o cavaleiro que teletransportou para conhecer o mar e ver se com isso esfriava a cabeça. Riu um pouco se lembrando de como gostava de provocar seus propensos inimigos e de como fez cada um daqueles cavaleiros serem teletransportados aleatoriamente por todo mapa de Regna. Novamente riu sabendo que foi este tipo de atitude que o fez perecer diante dos inimigos sagrados do passado.  Entravam agora em uma estalagem vazia e mal cheirosa para passar a noite, sua serva oculta cozinharia e limparia o lugar magicamente para esperar por seu velho aliado que logo viria, ele mesmo queria a coroa e procurava por ela como um louco, afinal, foi ele, que apresentou a família real de Luchsos os caminhos negros do abismo. Agora é só esperar, todos aqueles que se erguerem contra ele não terão nenhuma chance, Shinn está morto, perdido para sempre, drenado pela semi-deusa Illanna, Dracul se tudo desse certo, apanharia como uma cadelinha para Vereerd, Goflien, Kethragoll, Deltha e Markath, o que faria esse velho mago gargalhar de satisfação e enquanto isso, ele iria mais ao norte erguer a última flor de Giacomo, a doce paladina caída  Venedra Falallindi. Agora sim, quem rir por último, vai rir melhor.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Viagem a Collush



Deli estava deslumbrante em seu vestido de viagem, não há um homem que não a olhasse agora, porém está sentada ao lado de um poderoso nobre da cidade de Collush, conhecido como “Senhor das Argolas” por ser o maior negociante de escravos da cidade.  A viagem é tranqüila, o difícil é agüentar o próprio nobre, que apenas deseja a ela durante dia e noite. Em certos dias sua habilidade é exaurida devido à devassidão do homem.  Quando chegam à maravilhosa cidade é inevitável que ela se lembrasse de Johan e Gaus. Com um sorriso maravilhoso se lembra dos trejeitos dos dois que aprendeu a gostar como verdadeiros amigos, mesmo sabendo que em seu mundo, ninguém nem nada é seu amigo.  Chegando a mansão luxuosa  do nobre, ela tem que lidar mais uma vez com ele. Logo eles vão para o quarto e o homem começa a beijar o pescoço da moça que movimenta uma das mãos com um toque suave subindo pelo peito do homem até alcançar a testa, onde deposita a mão e com apenas uma palavra mágica o coloca em transe. Dentro dos sonhos forçados de Tessa, o nobre imaginará que passará o resto do dia até altas horas de amor selvagem e carnal com Deli, enquanto sutilmente Tessa faz as perguntas que desejar para ele. Novamente impossível não lembrar dos dois bobos, eles ainda acreditam que eu me prostituo de verdade.
Enquanto o nobre dorme o sono dos saciados, na alta madrugada Tessa abandona seu disfarce aderindo a outro e com o talento de sua profissão consegue se esgueirar até o castelo de Lady Uriyah. O caminho é decorado desde infância quando estava em treinamento com a poderosa “Senhora dos Prazeres” e logo alcança a câmara do silêncio, nela, há tapeçarias e almofadas por toda parte. Neste local a sua espera a própria governante da cidade a aguardava. Os incensos estavam mais cheirosos do que nunca e dentro da sala do silêncio, nem magias de detecção poderiam deixar que aquela conversa fosse ouvida.
No outro dia, já na casa do homem que a acolhera na cidade, Deli já consegue sua passagem de volta fazendo com que o nobre pague todos os custos e uma pequena escolta para que retorne a sua cidade natal com segurança, porém, apenas daqui a uma semana, afinal, Kayla está muito atarefada visitando sua mãe.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Batedores em Vanfir



As flechas não param de chover sobre nós, esses nativos são realmente mais durões do que parecem, mal entramos nesta floresta amaldiçoada e começaram a nos caçar feitos loucos. No ultimo dia descobri que isso é devido a um dragão que está caçando um maluco que o roubou e eles acham que temos a ver com isso. Pelo menos posso dizer se sobreviver a meu “gostosinho” que os carregamentos de armas estão paralisados por enquanto. Infelizmente nós estamos nos escondendo a mais de oito dias e toda vez que saímos do esconderijo para caçar ou buscar água é realmente muito perigoso. Dulssan, que é o motivo de eu estar aqui já me salvou a pele mais de um punhado de vezes nestes dias, creio que ele seja confiável e mereça o cargo que possui, afinal, foi apenas o ego de Agrias que a fez dizer aquilo ao “gostosinho”. Hoje me deparei com uma bandeira verde com olhos reptilianos em uma caravana de kobolds que cruzavam a floresta com muita comida, comida esta que agora está em nosso refúgio, infelizmente não conseguimos nenhum deles para interrogar. Jerk está desconfiado que algo muito maior está acontecendo, que a guerra entre os goblinóides e Ellenamme tem outro propósito, porém quando o questiono por causa dessas desconfianças ele não consegue citar nem uma linha de ação seguindo este raciocínio. Amanha vamos nos mover para a borda da floresta o mais rápido possível, vamos tentar fugir deste lugar mas não antes de descobrir o que viemos descobrir, eu nunca me perdoaria se retornasse de mãos vazias. Ele é a única pessoa que já me deu algum valor, a única pessoa que confia que EU sou a mulher certa para essa missão, então, nunca o decepcionarei. Agora é hora de atacarmos esse novo grupo de goblinóides que estão passando pela floresta, são bem protegidos por Trolls e centauros, porém nunca, eu disse NUNCA vou temer enquanto tiver minha pátria para proteger e meus amigos cuidando de minhas costas. Avante guerreiros, vamos destruir mais selvagens imundos! 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O Grupo Perece


Ela estava assustada, tinha acabado de ouvir gritos enquanto buscava lenha para alimentar a fogueira. Sua armadura ainda brilhava, afinal, não haviam encontrado inimigos até este momento. Retornou correndo para o acampamento carregando toda lenha que conseguiu pegar na borda da floresta. Quando chegou viu a terrível cena que suspeitava, cinco humanos armados com espadas longas e Brunea acabando de matar seus companheiros. Ela quis correr para o meio desses malditos e cortar-lhes suas cabeças, porém sabia que esses carniceiros apenas teriam mais uma para fatiar. Quando estava se afastando o mais silenciosa possível e com a vista embaçada de tantas lágrimas, um dos ladrões a avistou e gritou: “Temos mais uma ali!” Logo se colocaram a correr atrás de Katrien que com toda velocidade e desespero corria para se afastar de seus perseguidores adentrando mais e mais a floresta na direção suldeste. Os carniceiros atrás dela não desistiam e ela estava ficando cansada, sabia que seu destino seria ainda pior se eles a pegassem e com o desespero crescendo dentro de seu peito desejou nunca ter saído de sua amada Vereerd, da companhia de sua amada mãe e do carinhoso abraço de seu pai, porém as lágrimas pararam de repente, acabara de recordar o que seu pai lhe dizia e repetiu para ela mesma desembainhando a espada: “Tenha Fé em Tyr, com ele em seu coração não terá o que temer!” neste momento a clériga de Tyr para bruscamente apoiando uma das pernas em um tronco de árvore caído e com um movimento rápido consegue agachar antes de o primeiro ladrão acertar sua espada no peito da menina que com outro movimento rápido passa sua lâmina com vigor na junta próxima ao joelho de seu atacante. O homem cai rolando pelo chão e batendo contra o tronco de árvore, chorando de dor e ódio. Os outros param sua perseguição sem entender o que aconteceu e começam a tentar flanquear a garota que nitidamente se colocou disposta a enfrentá-los. Logo um deles investe contra Katrien, que apenas tem tempo de colocar sua ombreira na direção do golpe, porém esta resiste e a lâmina do inimigo não consegue feri-la, com o impacto a clériga da alguns passos para trás, o suficiente para conseguir saltar o tronco. Logo outro inimigo corre em sua direção girando a espada e desferindo um forte golpe que para na espada de katrien. Os ladrões investem cada vez mais em cima da menina enquanto o homem caído se recupera e começa a mancar na direção da clériga. Mesmo com toda a vontade do mundo ela percebe que não conseguirá vencê-los, a vantagem de serem cinco é intransponível para ela e correr não é mais uma opção, nesta situação Katrien decide apenas fazer o que acha certo, levar o máximo deles com ela. A clériga de Tyr se joga contra os inimigos que ficam perdidos com a mudança de rumo da garota flanqueada, logo ela consegue uma brecha para desferir outro golpe e coloca toda sua força e vontade para fazê-lo: “Tyr, me ajude a Destruir este Mal!” Com essas palavras sua lâmina brilha em tom azulado, toda a força do golpe parece que vai ser amortecida pelo elmo do oponente quando este se quebra e na verdade permite que a lâmina crave em seu crânio esguichando sangue para todos os lados.  Os outros parecem cegos e ainda sem entender só conseguem recuar em pequenos passos tentando se defender quando mais um deles cai diante da ferocidade crescente de Katrien. Aproveitando este momento a clériga invoca uma cura leve em seus ferimentos e põe se sobre o homem machucado que por este motivo não consegue evitar a morte. Os outros dois correm desesperados floresta a fora enquanto Katrien apenas os observa imóvel e com ar superior recitando baixinho “Um homem ou mulher que cumpre seu dever, nunca tem dúvidas.” 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Fúria no ár



Ele estava furioso, nunca fora tão insultado e trapaceado em toda sua existência e isso inclui todos os seus mil e seiscentos anos da mais pura existência dracônica. Khehellaellian agora estava sobrevoando a floresta atrás de suas relíquias que foram roubadas por algum homenzinho insignificante com a ajuda daquela que um dia pensou em considerar como sua filha. A arrogância e a ganância foi tamanha, que levaram uma grande quantia de ouro e pedras preciosas com eles. Seu vôo esta se mostrando infrutífero, uma floresta tão densa deixaria a tarefa de recuperar seus pertences e se vingar bem mais difícil, assim como saber que o maldito que fizera isso agora estaria se banhando com os conselhos de Mazda e provavelmente usando de seu corpo jovial, que tanto guardara para si próprio.  A medida que refletia sobre tudo seu ódio aumentava e logo ele avistou um pequeno sinal de fumaça no meio da floresta, sem pensar duas vezes se colocou em posição e com um mergulho excepcional se enroscou e driblou as árvores abaixo dele, agora com as asas recolhidas e suas patas se mexendo na velocidade que seu ódio permitia. Chegando próximo percebera que é um acampamento de goblinóides, “Talvez um deles seja o culpado” pensou  Khehellaellian e logo já disparava sua poderosa rajada ácida sobre as cabeças despreparadas e amedrontadas dos viajantes da tribo. Eram muitos pequenos seres que o grande ancião matava facilmente, as magias que lhe eram lançadas nem chegavam a sua duríssima couraça, suas baforadas dizimavam dezenas por vez e no local onde acabara de matar uma comitiva militar de mais de cem goblinóides, apenas restava corpos derretidos e uma grande clareira no meio da floresta.
“Cuidado ser insignificante, eu  Khehellaellian vou achá-lo e fazê-lo pagar por tudo!” Dizendo essas palavras se colocou novamente em vôo. 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Isillyan Galliard



Eu me lembro daquele dia como se fosse ontem, eu era um moleque com meus noventa anos, estava agarrado ao pai em seu garanhão branco, estávamos descendo as planícies de Mielinüre, que separa Lafyth de Kheled-zâran, havia acabado de chover e eu podia sentir o cheiro da terra molhada e fumaça vinda do longe. À medida que avançávamos a cortina de fumaça se adensava e podíamos ver o vermelho do fogo colocando abaixo a fortaleza dos mestres anões e suas belas criações. Avistamos o acampamento das tropas um pouco mais abaixo, fomos os últimos a sair da capital, eu, meu pai e Alimüre vínhamos ladeados de líderes de grandes casas, senhores de muitas raças e reinos ou seus melhores guerreiros, uma aliança chamada de milagrosa.
Meu pai e eu íamos discutindo o motivo de eu não poder lutar, eu já estava avançado em meus estudos de combate e haviam guerreiros mais novos nas tropas, mas meu pai era enfático e disse que aquela guerra não era minha e que eu teria tempo de viver as próprias.
Quando nos juntamos às tropas meu pai me entregou a um servo de confiança para que eu fosse levado de volta até minha mãe e minha irmã, se despediu de mim com um afago na cabeça e logo virou-se para seus companheiros. Eu fui levado para um vilarejo próximo ao acampamento, onde minha mãe e os clérigos de Lathander estavam reunidos. Lembro do corpo de meu pai sendo colocado aos pés de minha mãe após o término da batalha e da vitória silenciosa que se estendeu por nosso reino e essa lembrança me assombra todas as noites.
Eu quis jurar vingança, mas a Rainha Daana me ensinou a bondade e disse que Lathander jamais aprovaria, meu pai morreu defendendo o que amava do mal e me vingar seria trazer essa semente maculada para nossa família, mas jurei trazer sua espada de volta às origens.
Hoje, alguns anos depois da batalha, eu sou General da tropa da Estrela, os Mantos Prateados, estudo a liderança e domino as artes com espadas de duas mãos esperando o dia em que serei o portador de Ellenisil, para governar como meu pai o fez, com amor, sabedoria e dedicação ao meu povo e ao meu reino.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O Conselho dos 5 Honrados de Gerlof



Quando a Donzela do Norte caiu, e Vereerd nasceu, 5 herois foram aclamados pelo povo como salvadores e libertadores. Na verdade esses 5 cavaleiros eram guerreiros de elite da Távola, treinados por anos para este grande dia por Gerlof em pessoa. Com o passar dos anos, cada cavaleiro assumiu o dever de treinar seus sucessores, criando assim casas com legados e ensinamentos próprios, assim como filosofia e tradições, representadas por um símbolo de força e poder. Essas casas com o passar do tempo assumiram características próprias e funções no comando de Vereerd, elegendo um Cavaleiro Supremo que se sentaria na Távola e governaria o reino.
(p.s: O sistema de cada casa é o seguinte. Os membros desses grupos podem se encaixar em qualquer classe descrita, no entanto o representante dela no conselho TEM que ter alguns níveis de Guerreiro + classes requeridas, sendo classe de prestigio ou não. Sempre será um Guerreiro/alguma coisa)

Casa Draak


Formada por classes de guerreiros e homens de armas puras. Estrategistas e senhores da Guerra. Cuida da defesa e do legado da Távola além de manter suas tradições e leis intocadas. É a casa que mais gerou Reis.
Símbolo: Dragão Prateado
Mascote: Répteis, Animais Dracônicos e (raramente) Dragões Prateados.
O Atual Kaptein da Casa Draak é Daaron Draak, um poderoso guerreiro treinado em inúmeros estilos de luta e cavalaria. È irmão mais novo do atual Rei, Aaron Draak e casado com sua sobrinha, Helia, da casa Katten. Muitos defendem seu direito a sucessão, mas os mais céticos acreditam que ele não seria capaz de provar seu valor á távola.

Casa Griffoen


Formada por classes de guerreiros treinados como Rangers, caçadores e Druidas. São responsáveis pelo território, pelas florestas e matérias primas para o sustento da cidade assim como a criação dos mascotes e proteção das fronteiras.
Símbolo: Grifo
Mascote: Aves de rapina, Grifos
O Atual Kaptein da casa Griffoen é Thurr Griffoen de Koudood, um Ranger famoso por ter encontrado e capturado o ovo de dragão prateado de onde nasceu Argos, o “mascote” do Rei Aaron.

Casa Wolven


Formada por Guerreiros treinados em artes de assassinato, ilusionismo e furtividade. São responsáveis por descobrir conspirações e espiões, usando artes ladinas em defesa do reino. Não gostam nem admitem que se diga que é uma casa de ladinos, embora a classe seja uma das mais presentes no treinamento. Enfrentam desconfiança das outras casas por estudarem as artes da enganação e dos jogos políticos, mas são respeitados por terem destruído inúmeras conspirações contra o Rei antes mesmo de terem começado.
Símbolo: Lobo
Mascote: Cães, Lobos, Raposas
A Atual Kaptein da Casa Wolven é Anitta Wolven, uma Dançarina das Sombras cuja historia e antecedentes são quase desconhecidos, sabe-se apenas que tem total confiança do Rei Aaron e que nunca deixou o reino sem proteção. É também a dona da maior casa de prazeres de Vereerd e não esconde isso.

Casa Uil

Formada por guerreiros versados nas artes arcanas e místicas, é o responsável por todo o conhecimento, história e sabedoria do Reino. São treinados para defender o Rei e seus cavaleiros de ataques arcanos, poderes mágicos e destruir ilusões e ameaças que um guerreiro comum não conseguiria. É uma casa de conselheiros e senescais, mas que com o tempo ganhou a má reputação de não participar de batalhas, gerando cavaleiros fracos em combate e mais preocupados com livros de magia.
Símbolo: Coruja
Mascote: Corujas (apenas)
O Atual Kaptein da casa Uil é Burkos Uil, conselheiro particular do Rei Aaron e um poderoso Cavaleiro Arcano. Sua idade avançada é um mistério para os outros Kaptein, e alguns dizem que ele já deveria ter abdicado do posto. No entanto, seu conhecimento e conselhos sempre certeiros fazem com que o Rei Aaron não abra mão dele em hipótese alguma.

Casa Katten

Esta casa levou algum tempo para ser respeitada pelas outras por se tratar de uma ordem puramente feminina. Composta por Cavaleiras (não amazonas) sagradas, guerreiras versadas nas artes divinas e devotadas a deuses da justiça, são responsáveis pelo culto aos deuses, o equilíbrio espiritual de Vereerd. É uma tradição antiga que o Rei Cavaleiro escolha sua esposa e Rainha entre membros desta casa que além de tudo cultua a beleza e a inteligência. Suas guerreiras não são masculinizadas e frequentemente fazem da beleza suas armas e fonte de inspiração. Um homem pode fazer parte da casa, contanto que abdique de sua masculinidade (tornando-se um eunuco)
Símbolo: Gato
Mascote: Qualquer tipo de felino
A Atual Kaptein da Casa Katten é Lady Úrsula Katten, esposa do Rei Aaron e consequentemente Rainha de Vereerd. Uma Cavaleira da Ordem Sagrada determinada a ser o escudo e fiel aliada de seu marido, ajudando-o a governar Vereerd com sabedoria. Ela governa a igreja de Tyr e fica grande parte de seu tempo no grande templo erguido próximo ao palácio real.



O Poderoso e Honrado Reino de Vereerd



A Donzela do Norte

Situado entre as vastas florestas de pinheiros gelados e banhado pelo grande lago Koudood, também conhecido como Mar Exilado, ou Morte Gélida, Vereerd , apesar de seu poderio militar e fortificação, é um Reino relativamente pequeno, se comparado aos outros de Regna e não possui cidades e sim distritos, cada qual administrado por um dos Kapteins das Casas e seus aliados.
De acordo com as características de cada Casa, os distritos abrigam construções e prédios importantes, como o Grande Templo de Tyr em Kittenhauss, o Colégio de Magos em Uilhauss ou a Grande Academia Krijger em Draakhauss, assim como tudo aquilo que se instala nos arredores de cada construção desse porte, fazendo assim, de Vereerd um reino compacto, organizado e prático.
O Reino de Vereerd nasceu em meio á guerra, a traição e a corrupção, onde uma única flor de justiça cresceu entre o lamaçal de desonra e crueldade.
Ha muito tempo havia um Grande reino próspero, rico e moderno, era conhecido como a Donzela do Norte, termo pejorativo, visto que a corrupção em suas ruas, a prostituição e a criminalidade eram parte dos motivos que atraiam um sem número de corsários, ladrões e errantes para suas tabernas e casas noturnas. Era chamado de Luchsos
A população deste reino já não conseguia viver em paz, visto que o exemplo era dado de cima. Seus nobres, senhores e até a família real eram dados a orgias, excessos e crueldades.
Alguns dizem que o sangue real era maculado pelo casamento infame entre o fundador da vila e uma Meio-demônio dada a luxúria, uma succubus. Obviamente isto era negado e quem quer que espalhasse a história abertamente encontrava a morte na forca ou nas lanças de ferro ao redor das muralhas. No entanto, era notório que as igrejas dos deuses infames e de tendências duvidosas costumavam prosperar. O governo era injusto, o povo passava fome e necessidades e a cada excesso e escândalo do rei e sua família, a revolta crescia.
No entanto, em meio ao povo existiam também almas honradas e cansadas de tanta injustiça. Muitos dos ferreiros e guerreiros do rei já não estavam satisfeitos com a situação e secretamente foi criada uma guilda, que mais tarde ficou conhecida como a Távola da Justiça e depois apenas como A Távola. Nela haviam clérigos dos deuses justos, paladinos e guerreiros. Seu fundador era um viajante que sofrera um acidente e acabou sendo obrigado a ficar em Luchsos, pois não podia mais se locomover e sua idade avançada o impedia de tentar mais aventuras. Seu nome era Gerlof e dizem as lendas que era um mago com poderes divinos, um Teurgista Místico, seguidor de um poderoso deus bondoso e conhecedor das artes arcanas. Ele inspirou guerreiros e os abençoou com sua espada gelada, até que a Guilda se ergueu e em uma sangrenta e traumática guerra que durou anos tomou o poder e o governo de Luchsos, executando a família real e varrendo das muralhas todos os traços de corrupção e crueldade. A Távola então se reuniu e escolheu o novo rei, estabelecendo enfim o governo Militar que dura até hoje. Mudando o nome da cidade para Vereerd, que significa A Honrada. Gerlof, o velho então se revelou um ser iluminado, uma espécie de celestial e disse ter sido enviado pelos deuses. Ele escolheu Dortmun Draak, o mais poderoso e honrado dos guerreiros da Távola como o novo Rei e entregou aos outros membros um pergaminho contendo as regras de conduta e o código de Honra que deveria ser seguido para o governo da cidade. Dortmun Draak então escolheu 5 de seus maiores aliados, Choen Griffoen, um Ranger, Bernard Wolven, um assassino, Karel Uil, Um Lâmina Arcana e Kristel Katten, Paladina de Tyr a quem tomou como esposa e assim nasceu o Conselho dos 5 Honrados de Gerlof.

O Rei Cavaleiro

Anos após a tomada do poder pela Távola e a morte dos conselheiros originais, o sistema de governo de Vereerd foi tomando forma, regido pelo grupo de 5 cavaleiros, escolhidos pela Távola por sua honra e bravura, entre eles, o mais respeitado era escolhido Rei e assumia esta função, vivendo no castelo real com sua família e governando até sua morte. Então, uma vez morto o rei, a Távola mais uma vez se reunia e elegia seu sucessor. A hereditáriedade era permitida contanto que o sucessor fosse um dos cavaleiros do Conselho da Távola e fosse escolhido pela mesma. Em tese, o Trono de Vereerd era dado por merecimento.
No entanto, para evitar o abuso de poder e dar ao povo da cidade o direito de ter suas vozes ouvidas, segundo as leis da Távola, um Rei poderia ser desafiado a qualquer momento, por qualquer pessoa que se julgasse no direito e tivesse motivos para isso. O julgamento no entanto era por combate. Se o acusador fosse capaz de derrotar o Rei Cavaleiro em uma disputa honrada, ou tivesse um campeão para fazê-lo, ele então teria o direito de se sentar no trono de Vereerd. Mas faze-lo não era tão simples. O acusador deveria primeiro levar seus argumentos ao conselho dos 5 Cavaleiros da Távola para ser analisado. Se eles encontrassem verdade nas palavras, era aberto um conclave onde o Rei poderia se defender e se fosse considerado culpado, os próprios cavaleiros se encarregariam de destitui-lo do trono. Caso ainda, os cavaleiros não encontrassem culpa nos relatos e o acusador insistisse naquilo, o julgamento por combate teria inicio, para que o Rei pudesse lavar sua honra com sangue e se submeter à justiça dos Deuses. “Quem não deve não teme” era o mote usado para essa situação.
Uma vez que o acusador ou seu campeão fosse morto pelo rei, o mesmo teria direito a tudo o que o perdedor possuía inclusive os direitos sobre sua esposa, filhos, terras e posses. Claro que o Rei poderia abdicar disso, mas se dizia que uma acusação falsa era a renuncia a tudo que poderia ser conquistado com honra. A família é constituída por:



- Rei Aaron Gilmore Draak, Reconhecido e Eleito Pela Távola dos 5 Kapteins de Gerlof
 Seus filhos:
 - Helia Gilmore ,humana,  18 anos, casada com Daaron Draak, seu tio
- Dortmun Gilmore, segundo de seu nome, um jovem de 14 anos
   - sua esposa, Lady Ursula Katten, Rainha de Vereerd
- Seu Mascote e guardião, Argos, um Dragão Preateado adolescente.
   - Seus 5 Conselheiros, Os Kaptein de Gerlof
 - Daaron Draak, irmão do Rei
- Thurr Griffoen de Koudood, “Dragon Bringer”
-Anitta Wolven, Senhora da Casa dos Prazeres
- Burkos Uil, Senescal e conselheiro do Rei
- Lady Ursula Katten, Sumo Sacerdotisa do Templo de Tyr

Vendendo Honra

Por ser um reino com leis rígidas e de comando militar, com o passar dos tempos, muitos reinos menores, vilas e cidades vieram a Vereerd em busca de proteção, aliança e armas.
A medida que a fama do reino e seus guerreiros cresceu, o Conselho dos 5 resolveu fazer disso uma fonte de renda e riquezas para o reino, criando assim a Companhia da Honra.
Apesar das insinuações de inimigos de que se trata de uma Ordem de mercenários, os mesmos se defendem dizendo que o preço que cobram pela proteção que oferecem é simplesmente para a manutenção, conserto e provisão dos equipamentos de excelente qualidade de seus guerreiros e para alimentar as tropas da melhor forma possível. Além disso, quando um reino ou cidade invoca a ajuda da Companhia da Honra, é feito um estudo, caso seja uma ameaça causada por monstros ou criaturas malignas, a Companhia não cobra pelo serviço.
Além da Companhia, o Reino sobrevive da exportação de matéria prima das grandes florestas geladas que cercam seu território e do comercio de armas e equipamentos, cuja fama e qualidade viajam por todos os reinos conhecidos.

A Proteção vem de Dentro

Com o nascimento do governo militar, após alguns anos nasceu a ideia de que um povo que sabe se defender não precisa de heróis. Com isso, o Conselho dos 5 Criou um grupo de mestres e armeiros responsáveis por ensinar a qualquer um que quisesse e pudesse aprender, o mínimo de conhecimento bélico. Nascia assim a Grande Academia Krijger. Com o passar do tempo, os que se sobressaiam eram enviados aos Fortes das Linhagens do Conselho para serem usados como guardas, protetores ou exército particular dos Sneiders (Título dado ao membro da guarda pessoal de cada membro do conselho, o cavaleiro que se senta na Távola é chamado de Kaptein Sneider, ou apenas Kaptein, além disso, quando se torna um Kaptein, o cavaleiro tem o direito, de acrescentar ou substituir seu sobrenome pelo da casa)
Isso criou a fama de que cada habitante de Vereerd é capaz, mesmo que de forma rudimentar, de empunhar uma espada, seja homem, mulher ou criança.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A Casa Galliard


A família Galliard nasceu com a união de Isilaran, um meio celestial e Daana, uma elfa, foram chamados de Os que Cavalgam a Lua, pois acreditavam que Isilaran havia caído de sua “montaria” quando passeava por Regna. Tiveram cinco filhos, todos aasimar: Alimüre, Dyana, Isillyan, Alinäria e Eddär.
Isilaran encontrou o fragmento que caiu da lua e forjou com ele Ellenisil, sua espada Flamberge com grandes poderes.
A riqueza do reino de Ellenamme atraía muitas pessoas para o reino, em busca de uma vida melhor, mas atraiu também a cobiça da Tribo de Quether, moradores da floresta de Vanfir, fronteira norte de Ellenamme. Foi com a invasão dos goblinóides que se deu o início da Ohtaniquë, a Guerra Branca, motivados pelas riquezas em mármore em ouro, hordas de goblinóides surgiram das florestas e invadiram o pacífico reino, sitiaram e saquearam Kheled-zâram e marcharam em direção a Lafyth, formou-se então o Cinturão de Ehti, a aliança entre as raças e seus governantes para combater os goblinóides, liderados por Isilaran, combateram as hordas às portas de Kheled-zâram e rechaçaram as tropas goblinóides de volta para Vanfir. Mas a vitória teve um gosto amargo para a família Galliard, que perdeu seu patriarca na batalha, foi Alimüre que encontrou seu corpo, porém sua espada não foi mais vista. 
Os mortos goblinóides arderam em uma grande fogueira e os Ellenamme foram enterrados com honras no campo de batalha, depois da guerra o mármore de Kheled-zâram ficou vermelho e se tornou raro, é chamado de Mármore Sangue e que foi tingido pelo sangue dos nobres guerreiros que pereceram em batalha. Após a Ohtaniquë, o reino de Ellenamme não sofreu mais ataques e vive pacífico desde então.
Todos os anos é celebrada no dia da batalha uma grande festa para honrar a vitória e os mortos da Ohtaniquë e a Rainha Daana convida os sobreviventes para o jantar à luz da lua.
O símbolo da casa é um cervo altivo sobre a lua nova, nas cores verde que representa a terra, o vermelho que honra Ohtaniquë e o branco que é luz da lua, o cervo é Isilanar, o patriarca que cavalga a lua. Todo Galliard é presenteado ao entrar na idade adulta com um garanhão de pêlo branco, desde cedo são ensinados sobre a liderança, a sabedoria, a bondade, cavalgar e lutar com espadas de duas mãos em homenagem ao tesouro da família.
Existe uma grande recompensa para quem devolver a espada Ellenisil de volta para a família, porém em anos de procura não se escutam nem rumores.

A família é constituída por:
- Rainha Daana, uma elfa, primeira de seu nome,
 - Seus filhos:
 - Alimurë, segundo de seu nome, senhor de Lafyth, Rei nomeado de Ellenamme,
   - sua esposa, Rainha Linda, da casa Nogrod, uma humana,
   - sua filha, Avärye, uma criança aasimar de sete anos,
 - Dyana, senhora de Ithillien,
   - seu esposo Carhil, da casa Arballion, um elfo,
   - seus filhos:
   - Utiël II, aasimar, gêmeo de Evarion, dezesseis anos,
   - Evarion, aasimar, gêmeo de Utiël II, dezesseis anos,
 - Isillyan, general das tropas da Estrela.
 - Alinäria, aasimar, gêmeo de Eddär, treze anos,
 - Eddär, aasimar, gêmeo de Alinäria, treze anos.

O Reino de Ellenamme


A fundação do Reino de Ellenamme é cheia de mistérios e sempre esteve ligada à família Galliard. Reza a lenda que no Grande Tablado a sudeste das terras de Regna, um conjunto de planaltos que separa as planícies do mar, há muitos anos existia uma pequena vila élfica no vale abaixo e certa noite viram um pedaço da grande lua cair em cima das montanhas. No dia seguinte, um homem chegou à cidade, parecia um nobre, porém suas vestes estavam rasgadas, pés descalços e parecia faminto e desnorteado, uma família bondosa o acolheu, ele tinha os cabelos prateados como a luz da estrela que caíra e logo fora chamado de Isilaran, o Senhor da Lua e a ele foi dado o poder de governar aquele pequeno vilarejo. Isilaran era um homem bondoso e governava com sabedoria e amor, levou o vilarejo para cima dos tablados onde não sofreriam com as cheias das chuvas, ensinou ofícios, música, literatura e descobriu que a estrela havia transformado todas as rochas do tablado, chamado de Repouso do Rei, em uma pedra branca com veios negros, pedra essa que, quando polida parecia um pedaço da Lua em Regna.
Do mármore da Lua construíram a cidade de Lafyth, ergueram casas e um castelo, começaram a prosperar e Isilaran se apaixonou por Daana, a elfa mais bonita do vilarejo, com ela casou-se e deram início à Família Galliard, os que cavalgam a Lua.

Ellenamme é um reino situado em sua maioria em cima de planaltos tabulares, abençoados com o clima tropical, desfrutam de calor e boas chuvas, um território cheio de vales com florestas densas e rios caudalosos, é rico na produção de alimentos, animais, mas a economia do reino é em torno do mármore que brota das montanhas. 
A capital Lafyth é uma cidade feita toda em mármore branco e ouro, produto abundante também nas montanhas, uma cidade de grande porte, está posicionada na beirada do mais alto tablado havendo apenas uma forma de chegar até ela, do castelo partem cinco grandes pontes com torres de observações em suas pontas, uma para cada direção, essa formação é chamada de Estrela de Lafyth. A população é diversificada, porém a mineração tenha atraído muitos anões para as terras élficas, foram eles que ensinaram os elfos a escavarem, lapidarem e darem forma às pedras das montanhas. 
O governo do reino é a Monarquia, constituída pelo soberano da Família Galliard e um conselho com representantes das grandes raças de Ellenamme, anões, elfos e humanos, responsáveis pelas grandes escolas: os anões são responsáveis pela escola de Forja, onde a população pode aprender os ofícios da mineração e forja; os elfos pela escola de Cultura, onde o povo ensina a ler, escrever, as artes e a música; e os humanos pela escola Militar, onde são treinados os exércitos. As escolas têm suas sedes na capital e exemplares em cada grande cidade e toda a população pode estudar gratuitamente. A cidade de Lafyth tem como deus protetor Lathander, tendo muitos templos dedicados a ele por toda a cidade e os governantes pregam seus dogmas, mas existem templos a todos os deuses bons e neutros.
Suas principais cidades são:
- Lafyth, a capital, governada por Alimüre Galliard, primogênito de Isilaran.
- Kheled-zâram é a segunda maior cidade, governada por Zurik Foreheadstone, um anão, a cidade fica situada na ponta norte da estrela de Lafyth.
- Sirannon, é a ponta leste da estrela, governada por Luiany Nogrod, um humano.
- Arthedain, a ponta sudeste, governada pela bela Alice D’Calyran, uma humana.
- Erareth, a ponta sudoeste, governada por Utiël Arballion, um elfo.
- Ithillien, a ponta oeste, governada por Dyana Galliard, uma aasimar.